Categoria: Artigos
Data: 11/04/2026
“...o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.” (Êxodo 20.8–11)

O descanso não é luxo; é um mandamento. E, antes de ser um mandamento, é um presente. O todo-poderoso Deus libertou um povo exausto de faraós e de tijolos e, no deserto do Sinai, ensinou um novo ritmo: seis dias de trabalho, um de pausa. Por quê? Porque a vida precisa de ciclos. Porque corpos sem pausa adoecem. Porque almas sem silêncio endurecem.

“Lembra-te do shabat (sábado).” Lembrar é trazer ao coração. Lembrar é separar, lembrar é consagrar, lembrar é proteger. Deus chamou de bom o trabalho e de santo o descanso. Santo não é místico; é reservado. É um dia cercado para que nada o invada. Vivemos em uma cultura que aplaude agendas cheias e corações vazios. Notificações roubam a mesa, o olhar, o afeto. Por isso, shabat é resistência. É desligar para estar. É dizer não ao algoritmo e sim à presença. É olhar nos olhos, ouvir, rir, orar, respirar.

Deus descansou para nos ensinar satisfação. Quem nunca se satisfaz, nunca repousa. Quem aprende a dizer “basta” redescobre a alegria. Hoje, escolha a obediência que cura. Cerque o seu dia. Honre o seu corpo. Sossegue a alma. E adore. O descanso não diminui produtividade; resgata propósito. Não é perder tempo; é lembrar quem governa o tempo. Descanse no Deus que já proveu.

Tags: cada dia

Autor: Rev. Giuliano Coccaro   |   Visualizações: 437 pessoas
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